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Fazemos parte dessa História – Os Elmaleh 
 
Os irmãos David e Elias Salgado (Elmaleh), darão, em breve, o pontapé inicial para um novo e inédito trabalho de pesquisa.
 
Desta feita, os diretores de Amazônia Judaica, empreenderão uma longa, profunda e completa pesquisa sobre sua família os Elmaleh/Salgado. Um misto de trabalho de genealogia, memória familiar e história, a exemplo do realizado com quatro diferentes famílias do Amazonas (os Benchimol, Benzecry, Sabbá e Benarrrós Israel) e que deu origem ao recém lançado livro de sucesso, “História e memória, judeus e industrialização no Amazonas”, que resgatará através do seu ramo familiar, a trajetória dos judeus amazônidas, desde os primórdios de sua história no período bíblico, sua passagem por Sefarad (Espanha), Marrocos e outras diásporas, chegando à Amazônia brasileira e mais recentemente, fechando o ciclo histórico, com a volta de alguns de seus membros a Eretz Israel.
 
 Sime Salgado com seus filhos David (em pé) e Jaime
A matriarca Sime Alves Salgado com seus filhos David (em pé) e Jaime

A trajetória dos Elmaleh/Salgado é apenas uma, dentre as milhares, que nos servem de exemplo e justificativa para aprofundar nossas pesquisas, estudos, análises e inferências sobre o tema em questão e seguir empreendendo nossa luta pelo resgate e a preservação da memória e da história do ramo amazônico do judaísmo.

Elias Salgado
Um Ilustre Provável Parente 

Muitas vezes a rotina de um dia de expediente na Shavei Israel, aonde trabalhei em Jerusalém, podia ser interrompida por uma surpreendente observação, um pequeno comentário e até mesmo uma simples pergunta de um colega de trabalho.
 
Certa semana no departamento de Anussim da Shavei Israel, trabalhavamos, eu e Tzivia Kusminsky, ela, com os Anussim de “habla espanhola” e eu com os de língua portuguesa em um dos principais projetos anuais da Shavei Israel, a realização de um Seminário de estudos judaicos para Bnei Anussim em Israel onde Anussim da Península Ibérica e do Brasil, costumam vir a Israel para participar.
 
Naquele ano, não poderia ser diferente, o evento aconteceria em breve, e Tzivia estava procurando professores e profissionais para compor o quadro de palestrantes do Seminário. Assim, convidou-me para fazer uma palestra sobre Rabi Yossef Karo, o grande Sábio, autor do Shulchan Aruch.
 
Imediatamente respondi-lhe que o faria com todo prazer. A verdade é que fiquei muito feliz, já que a muito tempo gostaria de conhecer melhor a vida desse grande sábio do judaísmo que viveu no século XVI e é considerado um dos maiores mestres do judaísmo, por sua grande obra, o Shulchan Aruch, a obra que regulamenta a conduta religiosa do povo judeu.
 
Por traz de meu desejo de pesquisar e preparar a palestra sobre Yossef Karo existia um motivo muito especial, e para explicar-lhes melhor, tenho que contar-lhes uma pequena história.
 
Sempre gostei de pesquisar sobre o passado, sobre a história e sobre sua influência em nossas vidas no dia a dia. E a pergunta de Tzvia e sua solicitação em especial, tinham um motivo verdadeiramente ímpar em minha vida hoje.
 
Fazendo uma pesquisa certa vez pela internet sobre o meu sobrenome ELMALEH, em hebraico se escreve אלמליח  descobri um site muito interessante onde pude encontrar a árvore genealólica de um certo Haim Melca, filho de Meir Melca e Simha Elmaleh. Estudando ainda mais este site, pude descobrir que Simha Elmaleh tinha uma árvore genealógica bem robusta e chegava até praticamento o século XV em uma de suas ramificações e aquilo me impressionou bastante. Buscando mais informação, verifiquei que no site existia um número de telefone aqui de Israel e não tive nenhuma dúvida, disquei o número imediatamente.
 
Resumindo, não demorou muito, e eu estava falando com o senhor Haim Melca que vive na cidade de Beer Sheva a capital do Neguev. Após breve apresentação fui direto ao assunto. Perguntei ao senhor Melca se ele poderia saber se nós éramos parentes, já que em seu site haviam mutos Elmaleh.
 
Ele riu e eu pensei até mesmo, tratar-se de certo deboche. Mas logo meu presentimento cessou, quando o senhor Melca me explicou que Elmaliah, como se pronuncia o nome Elmaleh em Israel, é um sobrenome bem comum e por isso mesmo ele achou graça da minha pergunta. Realmente concordei com ele, que Elmaliah em Israel e Silva no Brasil, tinham algo em comum, mas de qualquer modo insisti para que ele me ajudasse e tentesse descobrir se éramos parentes, já que, pelo que tinha visto em seu site, ele parecia ter muita experiência em genealogia dos Elmaleh.
 
Então, ele me perguntou se eu tinha alguma árvore genealógica da família ou algum documento onde pudesse constar nomes e sobrenomes de familiares de geração após geração.
 
Lembrei-me do documento que meu irmão Elias Salgado possuia e que lhe foi dado uma cópia pelo nosso Tio Rubem Salgado Z’L. Era uma folha de papel onde um certo Sabah descrevia quem era o tio Rubem Salgado, mas especificamente quem eram seus ascendentes.
 
Este documento, Tio Rubem precisou para provar a comunidade israelita de Lisboa que era judeu, já que ele pretendia casar-se com uma jovem da comunidade de nome Sette, que depois realmente tornou-se a minha tia Sette Israel Salgado Z’L. Tio Rubem não teve dúvidas, viajou até o Marrocos, especificamente a cidade de Rabat, e ali conversando com um amigo da família, conseguiu tal documento. Isso tudo aconteu nos idos de 1920.
 
O documento, continha nomes dos antecedentes de meu avô Eliezer Elmaleh nascido na cidade de Rabat e que imigrou para o Brasil por volta de 1850 quando era jovem. Alí estavam descritas pelo seu lado paterno, quatro gerações de seus ascendentes.
 
Foi deste documento que enviei uma cópia ao senhor Melca junto com uma árvore genealógica desde meus avós até os dias de hoje.
 
Decorridos não mais que dois dias e o retorno não poderia ter sido melhor. Apesar dos inúmeros Elmaleh que vivem em Israel, o senhor Haim Melca filho de Meyr e Simha, era sim meu parente. Conseguimos então juntar nossas árvores. Simha, mãe de Haim Melca e Eliezer Elmaleh, meu avô paterno, que virou Lázaro Salgado, possuem um tataravô em comum, Joseph Elmaleh.
 
Mas afinal, onde quero chegar na verdade. Você deve estar se perguntando, o que tem a ver toda a história da genealogia Elmaleh com o pedido de Tzivia Kusminsky, minha ex-colega de trabalho, para que eu fizesse uma palestra no Seminário de Bnei Anussim sobre este ilustre personagem Yossef Karo?
 
Bem, a resposta é muito simples. Juntando nossas árvores genealógicas, descobri que por volta de 1680 uma senhora Elmaleh casou-se com um tal de Shelomo Karo. Coincidência ou não Rabi Yossef Karo tinha um filho Shelomo. É certo que este nasceu em 1554 e portanto não poderia estar vivo em 1680 e muito menos casando, mas seu neto sim!!!
 
Bem, partindo do princípio que a família Karo não era e não é tão numerosa como os Elmaleh, deixo para uma próxima pesquisa tentar descobrir quem era o Karo que casou-se com a Elmaleh, se era ou não parente do grande Rabi Yossef Karo escritor do Shulchan Aruch.
 
Nesse interim, preparei a palestra para contar aos Anussim sobre a vida e a obra de Rabi Yossef Karo e aqui apresento-lhes sua cronologia.
 
Ah! Aproveitei também e fiz uma visita a sepultura de Rabi Yossef Karo em Tsfat para "zorear" em seu lugar de descanso eterno; parentes ou não, é uma honra zorear um grande Sábio do judaísmo.
 
Por: David Salgado - seu Guia de Turismo em Israel
www.facebook.com/guiaemisrael
salgado5772@gmai.com
 
Trailer Oficial do Filme Documentário
Eretz Amazônia - Os Judeus na Amazônia
Trailer do Eretz Amazonia

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