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AJ e Fênix, o que tem em comum?
 


Amazônia Judaica muitas vezes, assemelha-se a mitológica Fênix. Mais que isso, surge e ressurge, mas sempre se reinventando.
 
E não foi diferente neste ano de 2015 que vai chegando ao fim.
 
Nosso site, o Portal Amazônia Judaica (www.amazoniajudaica.org) segue firme “no ar”, oferecendo ao público interessado, informação (Arquivo Histórico AJ) e serviços sobre o judaísmo sefaradita, em particular o amazônico (nossas mídias: nossa página no Facebook (Amazônia Judaica), os blogs, as edições anteriores da revista, e do antigo jornal, digitalizadas. Enfim um verdadeiro portal da Amazônia Judaica.
 
Neste período, tratamos, também, de evoluir no segmento editorial de livros: seguimos com a edição e comercialização da já tradicional “Coleção Ner” de livros religiosos, capitaneada pelo rabino Moysés Elmescany e pelo chazan David Salgado (Elmaleh).
 
Trabalhamos duro por mais de 3 anos na nossa atual “menina dos olhos” – o “Projeto Judeus na Gênese da Industrialização do Amazonas” – um projeto que teve início em 2011, composto de pesquisa de campo, de arquivos; entrevistas e depoimentos gravados em áudio e vídeo e com registros, também, em fotos.
 
A primeira resultante da pesquisa é o livro recém lançado pelo selo Amazônia Judaica “História e Memória: judeus e industrialização no Amazonas” de Elias e David Salgado. E inaugurando nossa linha editorial de ficção ,lançamos o livro de crônicas de Elias Salgado, intitulado: O fim do mundo e outras história de beira-rio”, contando causos de sua primeira infância e da sua família - a única família judaica - na cidade de Boca do Acre, nos idos de 50/60.
 
E fechando mais este ciclo de novidades, apresentamos ao nosso público a nossa mais  recente novidade editorial: nossa nova newsletter, “Açaí & Falafel”.
 
Seguindo as mais recentes tendências da mídia editorial eletrônica, Açaí & Falafel,  publicará, lado a lado, notícias, artigos, matérias e crônicas sobre o judaísmo, em particular do sefaradí amazônico e de Israel, em textos interessantes, ricos e ágeis.
 
Chag Chanuká Sameach
 
 
David e Elias Salgado
Major Eliezer Levy


Nem tudo é o que aparenta ser...
 
Um ano editorial inesquecível para a Amazônia Judaica.
 
Nem tudo é o que aparenta ser, já dizia com outras palavras, o grande dramaturgo italiano, Pirandello.
 
Porque afirmamos isso? É que, mesmo apesar da crise, e a despeito do que possa a alguns, parecer, Amazônia Judaica segue firme! É como se a crise houvesse passado ao largo da nossa porta, tamanha a nossa ousadia e nível de atividade editorial, tão incomum para um ano tão pouco promissor.
 
Apresentamos ao nosso público leitor, um breve resumo, do que foi o nosso ano editorial, desde a reedição de livro da "Coleção Ner" Ner Rosh Hashaná, passando por novos lançamentos "História e memória: judeus e industrialização no Amazonas" e
" O fim do mundo e outras histórias de beira-rio", e culminando com a presente novidade, o lançamento de nossa newsletter, "Açaí & Falafel".

 
 1. Edição do Ner Rosh Hashaná, da coleção Ner de autoria do Rabino Moisés Elmescany e do Chazan David Salgado.

 
2. Edição e lançamento do livro "História e memória: judeus e industrialização no Amazonas" de Elias e David Salgado



 
3. Edição e lançamento do livro de crônicas " O fim do mundo e outras histórias de beira-rio" de Elias Salgado


 
30 de abril de 2015 – Lançamento na Hebraica de Manaus
 
 
 
12 de maio de 2015 – Lançamento na Sinagoga Shel Guemilut Hassadim – Rio de Janeiro
 
 
 
15 de agosto de 2015 – Lançamento no Oklahoma, Rio de Janeiro
 

 
11 e 12 de outubro de 2015 – Lançamento no XI CONFARAD, no CIB – Rio de Janeiro
 
  
 
20 e 21 de outubro de 2015 – VII Simpósio Nacional de Estudos Judaicos,
USP – São Paulo

 


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Após 100 anos, encontrada Fortaleza da época dos Macabeus


Nós últimos100 anos os arqueólogos conseguiram resolver inúmeros inígmas e mistérios relacionados ao passado da cidade de Jerusalém. Eles sabem delinear de maneira quase que perfeira as fronteiras da cidade sagrada em todas as suas épocas, as principais áreas e seus monumentais prédios; porém, uma das perguntas mais intrigantes que estava sem resposta até o dia de hoje, qual o lugar da Fortaleza "Hákra", a fortaleza militar dos gregos helenistas que ficava no coração da cidade de Jerusalém, estava sem resposta, agora não mais.

 

Nos últimos meses nas escavações arqueológicas próxima a "Cidade de David", foram descobertas fortificações, tipos de armas, cerâmicas e moedas da época dos helenistas. Com tais descobertas, afirmam os pesquisadores e arqueólogos que este é o lugar da Fortaleza "Hákra" dos gregos.  

 

A Fortaleza foi construída pelo Rei Atíocos IV Epifanes da disnatia Selêucida em 167 a.e.a., o mesmo Rei da história de Chanucá e dos Macabeus, Todas as fontes afirmam que apesar da vitória dos Hashmoneus em seis das oito batalhas travadas contra os gregos e a purificação do Templo por Yehudá o Macabeu em 164 a.e.a., a fortaleza "Hákra" não foi conquistada nesse período tornando-se um verdadeiro obstáculo para a total conquista da cidade de Jerusalém pelos Hashmoneus. Na Fortaleza viviam soldados gregos e judeus pro-gregos que apoiavam o governo dos Seléucidas. Os historiadores da época descrevem um relacionamento longo e hostil entre a Fortaleza e a cidade dos Hasmoneus.

 

O famoso historiador judeu Flavius Josephus descreveu a fortaleza em seu livro "Antiguidades Judaicas" assim: "e as partes da cidade mais belas as queimou Antíocos e depois que destruiu as muralhas, construiu a Hákra na cidade baixa. A fortaleza era alta e dominava o Templo, pois fortificou e aumentou Antiocos suas muralhas e suas torres e deixou nelas uma guarnição de soldados macedônicos". Finalmente, no dia 23 de Yiar de 141 a.e.a., conquistou Shim-on, irmão de Yehudá o Macabeu, a fortaleza Hákra helenista. 

 

Por cerca de 100 anos arquelógos e pesquisadores procuram a Hákra em praticamente todo canto da cidade em volta do Beit Hamikdash (Templo Sagrado), tiveram os que identificaram o lugar da Fortaleza no Monte do Templo de hoje, outros optaram pelo lado norte do Templo, nos escombros e ruínas da Fortaleza de Antonia, tiveram ainda os que identificaram o lugar no bairro judaico de hoje, a Rova, outros próximo a Torre de David e do portão Yafo (Jaffa) e assim por diante. Apenas um historiador e pesquisador, Betsalel Bar Cochva, já na década de 80 do século XX, baseado nos textos históricos, afirmava que o lugar era a Cidade de David na parte sul do Monte do Templo, onde finalmente e realmente foi encontrada.

 

Mas o que realmente foi encontrado nas escavações que comprovam que esse é realmente o lugar da fortaleza Hákra? 

Da época dos Hashmoneus, que é o que nos interessa nesse texto, foram encontradas partes de muralhas e torres com cerca de 4 metros de largura e 20 metros de comprimento. Resquícios de uma "halak-laká", parede elevada em diagonal rente a muralha para empedir que o inimigo se aproxime da própria muralha dificultando assim quem ataca. Também foram encontrados inúmeras cabeças de flechas feitas de bronze, fora isso, projéteis de jumbo muito usados nas batalhas da época e uma das armas características dos Seléucidas.

 

A descoberta de cerca de 200 alças de grandes vasos de cerâmicas (ânforas) usados para armazenar vinho, que conforme os carimbos encontrados nelas, testemunham que o vinho era trazido para Jerusalém desde a ilha grega de Rodes, só vem corroborar com a descrição de uma comunidade pagã que vivia no coração da cidade de Jerusalém dos Macabeus.

 

Tanto essas alças de ânfora como as moedas de ouro encontradas, datam exatamente do pouco tempo de atividade (167 a 141 a.e.a.) na fortaleza Hákra dos gregos helenistas.

 

Para finalizar, com a proximidade da festa de Chanucá e essa descoberta anunciada ao mundo agora, surgi uma excelente oportunidade para visitarmos esse novo lugar que estará aberto ao público durante os festejos de Chanucá deste ano.

 

Esperamos por você!

 



Fonte: www.haaretz.co.il - 03/11/2015
Tradução e Adaptação por

David Salgado - Seu Guia de Turismo em Israel

https://www.facebook.com/guiaemisrael/
salgado5772@gmail.com

Chanucá de um jeito diferente

 
Muito já se escreveu sobre Chanucá e a história dos Macabeus. Mas gostaria de mostrar através deste texto uma visão diferente desta Festa do calendário judaico que adoramos, e porque adoramos? Vai ver que é porque muito nos ilumina!
 
Além dessa introdução, durante os oito dias de Chanucá, dia a dia, conforme o acendimento das velas, você receberá o Açaí & Falafel no seu e-mail e acompanhará as batalhas travadas entre os Chashmonaim e os Gregos.
 
Por enquanto, vamos tentar esclarecer algumas das perguntas mais intrigantes desses fatos tão importantes de nossa história. Mesmo antes de falar de batalhas... prestaram atenção que muitas vezes se escreve ou se escuta dizer: Macabeus (Macabim); e outras vezes: Chashmoneus (Chashmonaim)?
 
Então qual a diferença entre Macabí e Chashmonái?
 
Vamos lá a resposta!
 
Matitiáhu Hacohen, o patriarca da família de Sacerdotes (Cohanim) que vivia no vilarejo de Modiin, hoje na região do Vale de Ayalon, e deu início a revolta contra os gregos Selêucidas, era também conhecido como Matitiáhu Chashmonái, esse era também o seu nome. Os Chashmoneus são portanto, seus familiares e todos que os seguiram na revolta contra os gregos passaram também a ser denominados como tal. Além disso, o período histórico de aproximadamente cem anos, do início da revolta em 167 a.e.c. (antes da era comum) até a conquista dos Romanos por Pompeu em 63 a.e.c., é denominado na história de Israel, a Época dos Chasmonaim.
 
E quanto aos macabeus?
 
Matitiáhu tinha cinco filhos e todos tinham um codinome, nós diríamos hoje em dia uma apelido. Por exemplo: Yochanan o mais velho era denominado Yochanan Hagadí, Shim-on era Hatarsí, Yehudá era conhecido como Hamacabí (vem de martelo), Elazar Hachoraní e Ionathan o mais novo tinha o codinome Havofsí.
 
Como Yehudá era o mais apto para a luta e seu pai antes de morrer o nomeou como seu substituto, ele passou a ser mais conhecido e por isso a revolta e todas as batalhas que ele liderou contra os Selêucidas ficaram também conhecidas como a Revolta dos Macabeus (Mered Hamacabim).
 
Portanto, se falarmos Chashmonaím ou Hamacabim, os dois termos estão corretos, sendo que agora você pode inclusive, explicar cada um deles.
 
Agora podemos dar início a nossa narrativa histórica.
 
Por volta de 169 a.e.c. quando Antiocos IV Epifanio rei da dinastia Selêucida na Síria decidiu que tinha um exército suficientemente forte e grande para lutar contra o poderoso Egito, ele partiu para a guerra. Durante mais de um ano e meio de sucessivas batalhas entre os Selêucidas da Síria e os Ptolomeus do Egito, os primeiros vencem a guerra e conquistam o Egito.
 
Em Jerusalém, chegam as informações truncadas que Antiocos teria morrido na guerra. Os judeus na cidade felizes pela notícia, já que não queriam o domínio pagão, começam a comemorar a sua morte. Porém, como não era verdade, Antiocos ao retornar do Egito em direção a Síria, faz uma parada em Jerusalém, ficou sabendo dos festejos em comemoração a sua "morte" e resolve vingar-se dos judeus.
 
Imediatamente ele decreta que não haverá mais o Templo dos judeus e coloca uma estátua de Zeus o pai dos deuses e dos homens, e transforma o Templo Sagrado do povo judeu num templo pagão. Não satisfeito porém, ordena que o Templo Sagrado seja modificado arquitetonicamente para que se pareça mais com um templo digno dos deuses gregos. Ele ordena ainda que todos os judeus deverim se tornar pagãos e para ter certeza que sua ordem será cumprida, envia seus representantes a todas as colônias e vilarejos judaicos da região de Judá, para que estes, abandonasse suas leis e aceitassem os deuses gregos, teriam para concretizar isso, que sacrificar um porco para Zeus!
 
Assim, portanto, chega o enviado de Antiocos VI ao vilarejo de Modiin em 167 a.e.c. acompanhado de soldados helênicos. Matitiáhu Chashmonái, não colaborou com o enviado helenista e quando um outro judeu se prestou a fazer o sacrifício, Matitiáhu conseguiu sacar a espada de um dos soldados e matou o judeu pecador. Em seguida, convoca a todos para jutarem-se a ele e a sua família na luta contra os gregos pagãos pela preservação do judaísmo.
 
Eles fogem de Modiin e vão para a região de Gofna (norte de Jerusalém). Nesta região é possível encontrar hoje em dia, inúmeras cavernas cársticas embaixo da terra nas quais, provavelmente, os rebeldes judeus poderiam ter se escondido.
 
Um ano depois do início da revolta (166 a.e.c.) Matitiáhu está prestes a morrer, antes porém, ele passa a seu filho Yehudá Hamacabí a direção da revolta.
 
Mas porque ele foi o escolhido e não, Yochanan o mais velho, por exemplo?
 
No livro de Macabeus I assim está dito: "Yehudá era um herói e homem de luta desde sua infância". Ele passou a estudar os modos militares dos gregos e desencadeou vários ataques surpresas direcionados aos pontos fracos dos soldados Selêucidas, e isso é claro porque na luta frente a frente os macabeus não teriam nenhuma chance contra os bem treinados e numerosos gregos. Yehudá aproveitou de maneira engenhosa a região das batalhas pois conhecia bem sua topografia montanhosa, era experiente em lutas noturnas e pode camuflar seus guerrilheiros, fazer emboscadas, ataques e incursões.
 
Foi assim que Yehudá e seus comandados conseguiram vencer algumas importantes batalhas que culminaram com a conquista de Jerusalém, a purificação do Templo Sagrado e uma condiderável autonomia por mais de cem anos da família dos Chasmonaim por mais de cem anos.
 
Vamos aprender sobre as batalhas dos Chashmonaim contra os Selêucidas.
 
Mas paciência, como já explicamos, a partir da primeira vela de Chanucá e até a última, diariamente, você receberá um breve resumo de cada uma das oito batalhas com mapas explicativos, travadas entre os Macabeus e os gregos Selêucidas.
 
Aguardem!
 
Por: David Salgado - seu Guia de Turismo em Israel
www.facebook.com/guiaemisrael
salgado5772@gmai.com
 
Videoteca do Portal Amazônia Judaica
Assista o depoimento da Sra. Flora Nahon Z"L
Flora Alves Nahon Z"L

BIBLIOTECA DIGITAL DO AJ
Biografia de Isaac Benayon Sabbá
Pioneiro na Industrialização
do Estado do Amazonas
Isaac Benayon Sabbá
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