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Newsletter - Março 2020

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PROJETO EXPOSITIVO ABERTO A MEMBROS DA PIN E CONVIDADOS


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AMULETOS / JOIAS / OBJETOS DE PROTEÇÃO PARA O SÉCULO XXI

Desde a Pré-História que foi atribuído a alguns objetos e joias um sentido de proteção. Ao longo dos tempos e com a evolução da ciência, o aspecto protetor conferido a certos materiais foi-se desmitificando. Contudo, neste momento de grande incerteza em que a ciência parece não ter encontrado ainda resposta, convidámos alguns membros honorários da PIN a falarem-nos de um objeto, pessoal ou outro, a que atribuam, hoje, ou a que tenha sido atribuído no passado, essa intenção protetora. Referimos, ainda, dois exemplos de peças de proteção realizadas no final do século passado que previram o estado do mundo hoje. Pretendemos, assim, motivar os membros da PIN e alguns convidados a desenvolver um novo trabalho a integrar uma próxima exposição.

 

Filomeno Pereira de Sousa [Membro Honorário PIN] confessa que são múltiplos os objetos, artefactos que aleatoriamente coloca individualmente nos bolsos dos seus casacos. Sobre esse gesto ritualista refere que «casualmente abriga a mão no bolso do casaco [e sente o objeto/joia/artefacto ali colocado]. O calor sobe pelo braço, toca[-lhe] no coração e a mente reconhece-o. Segura essa energia que [o] faz sorrir e recordar como foi ele ali parar […].»

© Filomeno Pereira de Sousa

Tereza Seabra [Membro Honorário PIN], influênciada pelos adornos pré-históricos e pela cultura africana aquando da sua estadia na Namíbia, desde os anos 1960 que realizou joias com um cunho fetichista e protetor. Mais tarde, essa influência foi sublinhada pela sua imersão na Renascença com o projeto «Jóias para Alessandro de' Medici». Hoje, como reflexo das suas viagens de pesquisa à Índia profunda, partilha um amuleto que realizou recentemente a partir de tripa, fita de seda, mantra e linga.

© Tereza Seabra

Sobre ele refere:

«De Bangkok — o espírito de esperança

Do Templo — a fita

Do mercado dos amuletos — o linga, símbolo da fonte da vida.»

 

Gonçalo de Vasconcelos e Sousa [Membro Honorário PIN] lembra os breves que se usavam como pendentes, no peito, e surgiram como protetores, associados a relíquias e a um documento que existiria no seu interior. E dá como exemplo um «Breve da Marca» de ouro da segunda metade do século XVIII, notando a «excelência do trabalho do ouro, nesta peça oca de particular devoção, com a figuração de um dos lados de Nossa Senhora da Conceição e do outro com São Francisco.»

© Leiloeira Palácio do Correio Velho

Madalena Braz Teixeira [Membro Honorário PIN] refere que «Desde cedo que as crianças e as meninas da [sua] geração usavam fios de ouro ou prata com medalhas de Nossa Senhora de que ficaram célebres as medalhas de um grande escultor, João da Silva, cujas peças eram conhecidas pelas “Nossas Senhoras da Silva”. Acontecia mais raramente que as nossas mães e avós tivessem esse mesmo comportamento mas record[a] uma moda que ocorreu nos finais dos anos 1950 e que consistia em usar ao peito medalhas de Nossa Senhora encimadas por um laço de cetim azul, expressando publicamente a devoção à Padroeira de Portugal. Esta ação acontecia no dia 8 de dezembro, que correspondia também à celebração do Dia da Mãe! Ocorreu-[lhe] por isso dar a ver a jóia que a [sua] mãe usava nessa data.»

João da Silva, Medalha Nossa Senhora © Direitos Reservados

Marília Maria Mira [Cofundadora da PIN], criou em 1998, de modo visionário, o kit «Adereços do Quotidiano no Ano de 2020». Proteção diária para o exterior que reúne capacete de segurança, protetores de olhos e de ouvidos, equipamento respiratório, luvas e botas de segurança. Antecipava, assim, aquela que viria a tornar-se uma realidade factual. «Adereços do Quotidiano no Ano 2020» anunciava as catástrofes ambientais e caricaturava o combate contra elas, citando os acessórios comuns de proteção (capacete, óculos, luvas, máscara e botas) como os novos adornos num futuro, hoje tão próximo.

© Manuel Portugal

Inês Nunes [Membro PIN], em 1999, previa igualmente o impacto ambiental e a necessidade imperativa de purificar o ar, que tenderia a tornar-se irrespirável. Criou, assim, uma série de purificadores que se poderiam usar como adornos presos ao nariz. As novas joias revelavam uma preocupação com o impacto ambiental que antecedia o início do novo milénio, assumindo uma missão reflexiva e crítica.

© Direitos reservados

Maria José Oliveira [Membro PIN] realizou, mais recentemente e para integrar o projeto Agenda PIN 2020, uma peça para o corpo, uma coluna vertebral que intitulou «coluna vertebral OU o começo do mundo» e sobre a qual escreve:

«A noção de verticalidade aplica-se também à correta posição do CORPO
utilizando a teoria de DARWIN, PEIXE – ESPINHAS – BARBATANAS

faz-se a passagem para a GALINHA, nascendo finalmente, o OVO

lembro Clarice Lispector

«o amor pelo OVO é SUPERVISÍVEL

o OVO é a alma da GALINHA

a GALINHA é o OVO

um PROJÉCTIL PARADO

eu te amo OVO»

na peça COLUNA, este OVO INICIAL está pousado sobre um papel de seda branco, dobrado, seguro por um ALFINETE,

adquirido numa MOSTRA da PIN, vindo de Barcelona, fazendo a ligação à palavra PIN=ALFINETE

TEIMOSIA LUTA TRABALHO estão todos ligados, entre si, surgindo a PIN, como também os objectos da COLUNA, guardados ao longo dos anos. Têm um valor inestimável FACA DE CORTAR BATATAS, COLHER DE CHÁ dum bisavô, todos eles unidos por frágeis CORDÕES com NÓS: SIMPLES, EFICAZES E LIVRES.»

Metaforicamente, a coluna vertebral de Maria José Oliveira espelha o conjunto de elementos que a sustentam, integra uma gama de objetos pessoais que simbolicamente traduzem as afinidades que elege e que, unidos por uma linha invisível e frágil, se alinham de modo vertical, redesenhando a coluna vertebral ou, como refere o título, «o começo do mundo». Assumirão também no seu conjunto, os elementos que compõem esta coluna, uma função protetora que, ao ser colocada no corpo, nos ajuda a prosseguir.

© Eduardo Sousa Ribeiro

Seguindo estes exemplos e tendo presente o momento que estamos a atravessar, convidamos os membros da PIN e alguns outros artistas a desenvolver um novo trabalho que reflita o aspecto amulético e/ou protetor da jóia e essa sua intenção e sentido no século XXI.

Os trabalhos serão apresentados numa exposição e catálogo digital a apresentar no sítio da PIN e a divulgar nas redes sociais, acompanhados de dois textos reflexivos que analisarão o tema do projeto e o momento que estamos a viver em ponte com os trabalhos que integrarão a exposição.

Fica ainda em aberto a possibilidade de apresentar os trabalhos numa exposição em lugar físico a anunciar.

As peças deverão ser realizadas a partir das restrições de confinamento a que estamos obrigados — a partir de casa e das possibilidades que cada um conseguir gerir. Todos os materiais e formatos são possíveis.
 

Prazo para envio de uma imagem da obra, com legenda e breve sinopse: 30 de maio de 2020.

Pré-inscrição: pin@pin.pt

 

Bibliografia recomendada:

Marian Unger, Jewellery in Context, Estugarda: Arnoldsche Art Publishers, 2019;

Barbara Schmidt, 25 Reasons Why to Wear Jewellery, Munique: 2.ª edição revista, 2018.

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APOIOS


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APOIO DE EMERGÊNCIA AOS ARTISTAS E À CULTURA FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN

Reforço da capacidade de resposta dos artistas nas áreas das Artes Visuais, Dança, Música e Teatro mais diretamente afetados pelo novo coronavírus em Portugal.

A Fundação Calouste Gulbenkian estabeleceu um Apoio de Emergência aos Artistas e à Cultura dirigido aos domínios e tipologias em que normalmente intervém na área das Artes Visuais, Dança, Música e Teatro.

Este Apoio destina-se a reforçar a capacidade de resposta dos artistas destes setores mais diretamente afetados pela presente pandemia de Covid-19, traduzida no cancelamento de concertos, espetáculos ou exposições, e na consequente perda de rendimento para todos os profissionais deste campo.

Podem candidatar-se ao Apoio de Emergência artistas, técnicos e demais profissionais especializados, bem como instituições privadas sem fins lucrativos de produção artística que tenham comprovadamente visto a sua atividade suspensa pelo cancelamento de concertos, espetáculos, ou exposições imposto pela resposta à pandemia.

O montante do apoio financeiro será determinado pela Fundação Calouste Gulbenkian, tendo como limite máximo 2 500 euros para artistas e técnicos e 20 000 euros para estruturas de produção artística.

Candidaturas abertas até às 12h00 do dia 6 de abril de 2020.

Para concorrer, consulte todo o regulamento AQUI.

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#PORTUGAL ENTRA EM CENA DGARTES

«Nunca a arte foi tão indispensável como hoje, nesta situação estranha e única. É por isso mesmo que marcas, empresas, fundações e entidades públicas juntam-se agora aos artistas de todo o país, num verdadeiro movimento nacional pela nossa cultura.
Um movimento materializado em plataforma digital, onde artistas podem lançar ideias e ver os seus projetos remunerados
hoje, quando é mais necessário.
Em que empresas públicas e privadas podem lançar desafios, ver artistas responder com ideias concretas, e investir neles, agora e no futuro, porque queremos continuar a ter arte na nossa vida.
Uma ideia simples, imediata, em que todos entram em cena hoje, para que a cultura tenha amanhã.»


Saiba mais  AQUI.

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COMUNICADO


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COMUNICADO DA IMPRENSA NACIONAL  CASA DA MOEDA REFERENTE À REABERTURA DAS CONTRASTARIAS

«A Imprensa Nacional – Casa da Moeda S.A. (INCM) procurou, desde o início da crise resultado da pandemia do COVID-19, proteger a saúde das suas trabalhadoras e trabalhadores, clientes, parceiros e comunidade em geral, seguindo as indicações da Direção-Geral da Saúde (DGS) e da Organização Mundial de Saúde (OMS), complementadas gradualmente com a legislação publicada em Diário da República.

A decisão de suspensão temporária do serviço das Contratarias, tomada no passado dia 16 de março e por um período previsível de 14 dias, comunicada em primeira mão ao setor, teve como primeiro objetivo, a proteção da saúde de todos os intervenientes no processo, tendo em linha de conta que a prestação deste serviço implica um contacto social regular com os clientes, a exclusiva laboração da atividade de forma presencial, bem como o manuseamento de peças.

Não obstante, esta medida de caráter preventivo deu também origem ao planeamento de alternativas seguras, para dar cumprimento à prestação deste serviço público, no interesse do setor e dos seus operadores económicos, mas sem nunca descurar ou arriscar, colocar em causa a proteção da saúde pública, em particular, dos seus trabalhadores, clientes e parceiros. Assim, a INCM encontra-se neste momento a finalizar a análise de risco sobre os planos desenhados para a prestação de serviço por agendamento e comunicará, logo que possível, que serviços disponibilizará, em que moldes e em que data. É nossa expectativa que essa análise esteja finalizada até ao final do presente mês.

O plano, que se encontra em análise, estabelece um regime de atendimento por agendamento prévio, prevendo-se adicionalmente, relativamente ao processo de entrega e recolha de obra, o envio e entrega dos artigos por meio de via postal e o correspondente pagamento, através de transferência bancária. Numa primeira fase, atendendo à análise de afluência geográfica, o serviço das Contrastarias será retomado fisicamente, nas instalações sitas na cidade do Porto.

Lisboa, 27 de março de 2020»

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DESAFIO


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HOME MADE DESIGN INÊS NUNES [MEMBRO PIN]
Inês Nunes lança um desafio a todos os que estão em casa para que possam integrar este seu projeto, podendo participar de duas formas.
Veja a revista Umbigo online AQUI para saber como.
Participe, escolha uma das opções e acompanhe o projeto na página renovarcominesnunes no Instagram com Inês Nunes!

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UMA CARTA DE...


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...NICK CAVE

Nick Cave escreve uma carta a todos nós... AQUI.

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Contacte-nos:
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