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Vinte e Três. Joalharia Contemporânea na Ibero-América 
Veintitrés. Joyería Contemporánea en Iberoamérica
Twenty-Three. Contemporary Jewelry in Ibero-America


Exposição inserida nas comemorações oficiais - Passado e Presente - Lisboa, Capital Ibero-americana de Cultura 2017
Exposición incluida en el ámbito de las conmemoraciones oficiales Pasado y Presente - Lisboa Capital Iberoamericana de la Cultura 2017
This exhibition is part of the official Past and Present – Lisbon Ibero-American Capital of Culture 2017 commemoration

Até | Hasta | Untill 22.07.2017
De segunda a sexta-feira (excepto feriados) das 12h00 às 19h00 e sábados das 14h00 às 20h00
De lunes a viernes (excepto festivos) de 12h00 a 19h00 y sábados de 14h00 a 20h00
Open Monday to Friday (except holidays) from 12pm to 7pm and Saturdays from 2pm to 8pm

Sociedade Nacional de Belas Artes
Rua Barata Salgueiro, 36, Lisboa
Vinte e Três. Inauguração
© Eduardo Sousa Ribeiro

Identidade de grupo: Vinte e Três, Joalharia Contemporânea da Ibero-América

A História, as histórias pessoais, a língua, as relações humanas e um conjunto de tradições constituem os quatro polos do sentimento de pertença que configura uma dada identidade de grupo, no sentido da tradição antropológica do termo. No entanto, numa época em que os horizontes se alargaram, como é aquela em que vivemos, é difícil encontrar uma forma de identidade que se caracterize com esse formato antes apontado, na tradição antropológica que define um lugar.

No caso da joalharia contemporânea, podemos continuar a falar de processo de construção de identidade de grupo. Contudo, desde os anos sessenta, uma teia foi-se estendendo como se configurasse uma rede física que, mais tarde, se tornou virtual. Já não é uma forma de identidade tradicional, como essa antes definida e circunscrita a um lugar físico – como a que os antropólogos tradicionalmente estudavam – mas continua a ser um sentimento de pertença a um grupo. Hoje, inclui rituais físicos próprios, no sentido antropológico, como seja, por exemplo,  a ida internacional de muitos artistas, professores, alunos, historiadores,  colecionadores, comissários e livreiros ou representantes de revistas do ramo às exposições na Schmuck, em Munique, no mês de Março. Muitos jovens, nomeadamente de países da América Latina, frequentam escolas europeias, pondo em jogo identidades locais e fazendo germinar cumplicidades globais. Há já anos, esta rede também inclui polos virtuais, sendo os principais o Klimt02, editado em Espanha, e o Art Jewelry Forum nos Estados Unidos, embora hajam outros mais, dos quais a PIN – Associação Portuguesa de Joalharia Contemporânea é um exemplo. Em 2010, foi organizado por Valeria Vallarta um encontro físico significativo, o simpósio Grey Area. Esteve relacionado com a Otro Diseno – Foundation for Cultural Cooperation. Decorreu no Mexico. Foi o primeiro encontro internacional de joalharia contemporânea na América Latina. Congregou todos os países da Ibero-américa e muitos europeus de Portugal e Espanha. A PIN e escolas Portuguesas foram convidadas. 

Reportando-nos à noção primeiramente apontada, todos estas atores sociais contribuem para tecer uma rede global cuja língua comunicativa é maioritariamente o inglês, embora coexistam línguas locais. A História está em construção, configurando-se através de histórias pessoais e de relações humanas que se cruzam através desses rituais físicos e virtuais, como também através de investigações académicas, de publicações de livros, de revistas e de meios digitais globais, incluindo as tais redes digitais dadas como exemplo.

Somos surpreendidos por um elevado número de joalheiros que nos levam a entender que existe uma identidade de grupo transnacional, que argumentam através de uma linguagem comum que leva a criar peças singularmente únicas, cada uma das quais, sendo ou não usável, propõe diálogos interpretativos com os autores e as peças. Quando existem, os títulos de cada peça ajudam a ler o que os conteúdos – ou matérias – nos querem dizer.

Apesar de haver uma linguagem comum que não é estranha a quem está familiarizado com a joalharia contemporânea, há muita diversidade. Poucos serão os referenciais autorais. Como com toda a arte, para quem desconhece este tipo de joalharia a surpresa será, com certeza, a primeira experiência, até que se pretenda ingressar numa leitura interpretativa daquilo que cada peça poderá dizer por meio de formas e matérias que, por vezes, referem lugares de origem identitária.

Esta exposição, no âmbito do evento “Lisboa Capital Ibero-Americana da Cultura 2017” não só cumpre com os objectivos de divulgação da PIN como abrirá, com certeza, uma nova porta e atrairá novos públicos à SNBA, bem como trará a este evento cultural a excelente oportunidade de integrar na sua programação uma disciplina com raízes profundas, mas paradoxalmente emergente dentro de uma perspectiva contemporânea e enquanto forma de expressão plástica e reflexiva.

Através desta exposição a PIN dá a palavra ao público, democraticamente, propondo que cada visitante se interrogue sobre as origens e a identidade de cada participante. De onde será? Quem será? Como age neste mundo global em que há um núcleo de joalheiros que circula em rede? Trata-se de uma aposta assumidamente arriscada por parte da PIN. Esta assenta na capacidade de diálogo dos fruidores com as obras, de modo a passar a palavra para quem observa e interpreta quase sem referências diretas sobre a identidade local.

Ana Campos
Maio, 2017

Vinte e Três

Vinte e três é o número de cidades que integram a União de Cidades Capitais Ibero-americanas (UCCI). Nesta exposição,  o desenho expositivo de Fernando Brizio traz para o salão nobre da SNBA, em sentido metafórico, a ideia geográfica de meridianos, ao longo dos quais a Ibero-América está representada, tanto pela presença de artistas que a representam, como pela sua ausência. A ausência, que, por vezes, se mostra em alguns deste meridianos, deixa-nos em suspenso, constitui um não lugar de acolhimento  que aguarda a chegada a qualquer momento de uma desejada presença.

São lugares e não lugares em trânsito, como todos estes trabalhos que transitaram de alguns destes 23 países. Os artistas sugeridos por uma comissão consultiva especializada e diversa foram selecionados segundo um critério de disparidades e afinidades. Procurámos “mesclar” artistas, cujo percurso estivesse enraizado no país natal, com artistas que se transferiram de um lugar para outro, e, muitos deles, já nem sequer vivem no seu lugar de origem. São estes, mas muitos outros também aqui poderiam estar. A escolha não está fechada e dependeu de muitas condicionantes. A própria estrutura expositiva sofreu percalços e alterações, mas tudo no seu conjunto nos traz até aqui, aquilo que hoje e agora a comissão executiva da PIN conseguiu reunir e apresentar como a joalharia contemporânea na Ibero-América.

A proposta expositiva assenta no desafio lançado ao público de indagar quem é quem, lançando assim os dados de um jogo sem rede, tal como as tiras em acetato, que suspendem as joias e as translocam para lugares por descobrir, pertencem de facto a um lugar. Partiram dele e é esse o repto: Qual o lugar de partida deste grupo de pessoas que reunimos em cada lugar suspenso? E, ao apostarmos no lugar, que diálogo conseguiremos estabelecer com ele, de que modo cada joia nos traz essa identidade e/ou nos retrata esse lugar?

Se calhar não. Se calhar nada nos diz nada, tudo é uma amálgama de sentidos, de sonhos, de impressões, tudo pode ser tudo. A subjetividade inerente a essa aposta intrigou-nos. Perceber que validade tem hoje a identidade de uma joia sobre a sua cultura e a sua época, estimulou esta paisagem extraordinária construída ao sabor das nossas dúvidas, das nossas tensões, paragens, desistências, desesperos. Seguimos em frente, nesta nave espacial transparente que nos leva a nós e às joias nela presentes a uma travessia a todo o lado e a lugar nenhum.

Que lugares são estes, será que conhecemos bem a Ibero-América? Será que cada uma destas obras nos vai ajudar a pensar melhor sobre ela? O detalhe. Sim, o segredo está no pormenor. E o corpo, que importância tem o corpo? Talvez seja nesta dialética tripartida, entre a grandeza do espaço expositivo, a respiração da paisagem inerente e a minúcia de cada cultura, que o corpo encontra o seu lugar.

Por último, as bandeiras e o 23 em múltiplos lettrings sobrepostos enfatizam diferenças e semelhanças entre cada um dos que o constitui. A identidade de cada país. Quinhentas pessoas serão requeridas para interagir com o espaço e procurar encontrar a nação de cada um dos vinte e três espaços demarcados. No final, junto de cada um, vamos ter 500 apostas dispostas numa matriz alinhada; vamos perceber que impressão cada visitante tem de cada lugar que elegeu. Como cada lugar o impressionou. Que diálogo estabeleceu, o que comunicou. Vamos talvez entender se tudo foi um enorme falhanço, ou se de facto se construiu uma possível reflexão sobre a joalharia contemporânea na Ibero-América.

Agradecemos aos artistas que confiaram neste projeto e investiram no envio das suas peças, que trabalharam especificamente para esta mostra, ou não, que partilharam experiências, arriscaram. À Lúcia Abdenur; Eva Burton; Titi Berrio; Pamela de la Fuente;  Holinka Escudero; Catalina Gibert;  Carolina Gimeno; Francisca Kweitel; Klimt02 (Leo Caballero e Amador Bertomeu); Jorge Manilla; Natália Olarte; Clara del Papa, Renata Porto; Ramón Puig Cuyàs; Andreina Rodriguez-Seijas; Estela Sàez; Alberto Soarez Chang; Andrea Tello;  Valeria  Vallarta Siemelink; Manuel Vilhena; WALKA

Comissão consultiva que com a sua experiência e generosidade ajudou a tecer esta rede densa e complexa e a estabelecer sinergias e diálogos. Ao Fernando Brizio que nos escutou, entendeu e construiu esta embarcação suspensa que sustenta esta conturbada viagem. Ao Arne Kaiser que paciente e habilmente nos atendeu e elaborou a imagem gráfica desta exposição. À SNBA que, pela segunda vez, confiou num nosso desafio e nos cedeu este magnífico salão. À CML por ter estimulado a PIN e permitido que esta grande travessia se iniciasse, abrindo assim uma “brecha” que permite entremostrar o que a exposição presente nos propõe. Continuamos.  

Cristina Filipe
Junho 2017

PIN "23"
© Eduardo Sousa Ribeiro

Identidad de grupo: Veintitrés, Joyería Contemporánea de Ibero-América

La Historia, las historias personales, la lengua, las relaciones humanas es un conjunto de tradiciones que constituyen los cuatro polos del sentimiento de pertenencia que configura una identidad dada de grupo, en el sentido de la tradición antropológica del término. Sin embargo, en una época en la que los horizontes se han alargado, como es aquella en la que vivimos, es difícil encontrar una forma de identidad  cuyas características tengan ese formato antes apuntado, en la tradición antropológica que define un lugar.

En el caso de la joyería contemporánea, podemos seguir hablando de proceso de construcción de identidad de grupo. Sin embargo, desde los años sesenta, una tela se fue extendiendo como si configurara una red física que, más tarde, se ha vuelto virtual. Ya no es una forma de identidad tradicional, como la definida anteriormente, y circunscrita a un lugar físico – como la que los antropólogos tradicionalmente estudiaban – pero  sigue siendo un sentimiento de pertenencia a un grupo. Hoy, incluye rituales físicos propios, en el sentido antropológico, como es, por ejemplo,  el encuentro internacional de muchos artistas, profesores, alumnos, historiadores, coleccionistas, comisarios y libreros o representantes de revistas del ramo en exposiciones como la Schmuck, en Múnich, cada año en el mes de Marzo. Muchos jóvenes, en particular de países de la América Latina, frecuentan escuelas europeas, poniendo en cuestión identidades locales y haciendo germinar complicidades globales. Hace ya años, esta red también incluye polos virtuales, siendo uno de los principales Klimt02, editado en España, y  Art Jewelry Forum en los Estados Unidos, aún hay otros más, de los cuales la PIN – Associación Portuguesa de Joyería Contemporánea, es un ejemplo. En 2010, fue organizado por Valeria Vallarta un encuentro físico significativo, el simposio Grey Area. Este simposio contaba con el soporte de la organización Otro Diseño – Foundation for Cultural Cooperation, y se realizó en México. Fue el primer encuentro internacional de joyería contemporánea en la América Latina, y congregó a participantes de todos los países de Ibero-américa y también muchos europeos, especialmente de Portugal y España. PIN y escuelas Portuguesas y también fueron invitadas al encuentro. 

En cuanto a la noción apuntada primero, todos estos actores sociales contribuyen a tejer una red global cuya lengua comunicativa es mayoritariamente el inglés, aunque coexisten lenguas locales. La Historia está en construcción, se va configurando a través de historias personales y de relaciones humanas que se van cruzando a través de esos rituales físicos y virtuales, como también a través de investigaciones académicas, de publicaciones de libros, de revistas y de medios digitales globales, incluyendo las dichas redes digitales dadas como ejemplo.

Estamos sorprendidos por el elevado número de joyeros que nos llevan a entender que existe una identidad de grupo transnacional, que argumentan a través de un lenguaje común que  les lleva a crear piezas singularmente únicas, cada una de las cuales, siendo o no llevable, propone diálogos interpretativos con los autores y las piezas. Cuando existen, los títulos de cada pieza ayudan a leer lo que los contenidos – o las materias – nos quieren decir.

A pesar de haber un lenguaje común que no es extraño a quien está familiarizado con la joyería contemporánea, hay mucha diversidad. Pocos serán los referenciales autorales. Como con todo el arte, para quién desconoce este tipo de joyería la sorpresa será, con certeza, la primera experiencia, a menos de que se pretenda entrar en una lectura interpretativa de aquello que cada pieza pueda decir por medio de formas y materias que, a veces, refieren lugares de origen con identidad propia.

Esta exposición, en el ámbito del evento “Lisboa Capital Ibero-Americana de la Cultura 2017” cumple a la perfección con los objetivos de divulgación de la PIN, abriendo con certeza una nueva puerta que va a cautivar a nuevos públicos de la SNBA, así como va a contribuir con la excelente oportunidad de integrar en su programación una disciplina con raíces profundas, pero paradoxalmente emergente dentro de una perspectiva contemporánea y en cuanto forma de expresión plástica y reflexiva.

A través de esta exposición PIN da la palabra al público, democráticamente, proponiendo que cada visitante se interrogue sobre los orígenes y la identidad de cada participante. ¿De dónde será? ¿Quién será? ¿Cómo actúa en este mundo global en el que hay un núcleo de joyeros que circula en red? Se trata de una apuesta arriesgada y asumida cómo tal por parte de la PIN. Esta se basa en la capacidad de diálogo de los espectadores con las obras, para pasar la palabra a quien observa e interpreta casi sin referencias directas sobre la identidad local.

Ana Campos
Mayo, 2017

Veintitrés

Veintitrés es el número de ciudades que integran la UCCI - Unión de Ciudades Capitales Iberoamericanas. En esta exposición, el diseño expositivo de Fernando Brizio trae al salón noble de la  Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA), en sentido metafórico, la idea geográfica de los meridianos, a lo largo de los cuales Iberoamérica está representada, tanto por la presencia de artistas que la encarnan, como por su ausencia. La ausencia que, a veces, se muestra en alguno de estos meridianos, nos deja en suspenso, constituye no un lugar de acogimiento que aguarda la llegada en cualquier momento de una presencia deseada.

 

Son lugares y no lugares en tránsito, como todos estos trabajos que viajaron desde algunos de estos 23 países. Los artistas sugeridos por una comisión consultiva especializada y diversa fueron elegidos según un criterio de disparidades y afinidades. Buscamos «mezclar» artistas, cuyo recorrido estuviese enraizado en su país natal, con artistas que se mudaron de un lugar a otro y, muchos de ellos, que ya ni siquiera viven en su lugar de origen. Están estos, pero también muchos otros son los que podrían estar aquí. La elección no está cerrada y depende de muchos condicionantes. La propia estructura expositiva sufrió percances y alteraciones, pero todo en su conjunto nos trae hasta aquí, aquello que hoy y ahora la comisión ejecutiva de la PIN -   Associação Portuguesa de Joalharia Contemporânea consiguió reunir y presentar como es la joyería contemporánea en Iberoamérica.

La propuesta expositiva se basa en el desafío planteado al público de indagar quién es quién, lanzando así los dados de un juego sin red, como las tiras de acetato que suspenden las joyas y las transportan a lugares por descubrir, pertenecen de hecho a un lugar. Partieron de ello y ese es el reto: ¿cuál es el lugar de partida de este grupo de personas que reunimos en cada lugar suspendido? Y, al apostar por el lugar, ¿qué diálogo conseguiremos establecer con él, de qué modo cada joya nos trae esa identidad o nos retrata ese lugar?

Quizás no. Quizás no nos dice nada, todo es una amalgama de sentidos, de sueños, de impresiones, todo puede ser todo. La subjetividad inherente a esta apuesta nos intrigó. Entender qué validez tiene hoy la identidad de una joya sobre su cultura y su época, estimuló este paisaje extraordinario construido a merced de nuestras dudas, de nuestras tensiones, paradas, abandonos, desesperanzas. Seguimos adelante, en esta nave espacial transparente que nos lleva a nosotros y a las joyas en ella presentes a una travesía a todos y a ningún lugar.

¿Qué lugares son estos, será que conocemos bien Iberoamérica? ¿Será que cada una de estas obras nos va a ayudar a pensar mejor en ella? El detalle. Sí, el secreto está en los pormenores. Y el cuerpo, ¿qué importancia tiene el cuerpo? Tal vez sea en esta dialéctica a tres bandas, entre la grandeza del espacio expositivo, la respiración del paisaje inherente y los detalles de cada cultura, que el cuerpo encuentra su lugar.

Por último, las banderas y el 23 en múltiples tipos de letra sobrepuestos enfatizan las diferencias y las semejanzas entre cada uno de los que lo constituyen. La identidad de cada país. Se pedirá a quinientas personas que interactúen con el espacio y procuren encontrar la nación de cada uno de los veintitrés espacios demarcados. Al final, al lado de cada uno, vamos a tener 500 apuestas colocadas en una matriz en línea, vamos a entender qué impresión tiene cada visitante de cada lugar que eligió. Cómo lo impresionó cada lugar. Qué diálogo estableció, lo que comunicó. Vamos quizás a entender si todo fue un enorme fracaso, o si de hecho se construyó una posible reflexión sobre la joyería contemporánea en Iberoamérica.

Agradecemos a los que confiaron en este proyecto e invirtieron en el envío de sus piezas, que trabajaron específicamente para esta muestra, o no, que compartieron experiencias, que arriesgaron. A la comisión consultiva que con su experiencia y generosidad ayudó a tejer esta red densa y compleja y a establecer sinergias y diálogos. A Fernando Brizio que nos escuchó, entendió y construyó esta embarcación suspendida que sustenta este turbulento viaje. A Arne Kaiser que paciente y hábilmente nos atendió y elaboró la imagen gráfica de esta exposición. A la SNBA que, por segunda vez, confió en nuestro desafío y nos cedió este magnífico salón. A la Câmara Municipal de Lisboa por haber estimulado a la PIN y permitir que esta gran travesía se iniciase, abriendo así una «brecha» que permite dejar entrever lo que la exposición se propone. Continuamos.  

Cristina Filipe
Junio de 2017

PIN "23"
© Eduardo Sousa Ribeiro

Group Identity:  Twenty-Three, Contemporary Jewelry from Ibero-America

History, personal stories, language, human relations and a set of traditions are the four main components of the sense of belonging that, in the traditional anthropological meaning of the term, forms a particular group identity. However, in an age like ours of widening horizons, it is difficult to find a form of identity that can be described in the above terms and in accordance with the way anthropology traditionally defines a specific place.

In the case of contemporary jewelry, one can still speak of the process of constructing group identity. However, since the 1960s, a network has grown and spread as if it were a physical net that later transformed into a virtual one.  It is no longer a traditional form of identity, like those formerly defined by and confined to a physical place -  such as those traditionally studied by anthropologists – but it retains a sense of group belonging. This form of identity now involves its own physical rituals in the true anthropological sense. For instance, when artists, teachers, students, historians, collectors, museum curators, booksellers and representatives of trade magazines flock to Munich in March to visit the Schmuck exhibitions. Many young people, especially from Latin America, attend European schools and bring into play their local identities, which in turn propagate global complicities.  For several years now, this network has also included its own virtual centers. The most important are Klimt02 in Spain and Art Jewelry Forum in the US, alongside others such as PIN - Associação Portuguesa de Joalharia Contemporânea.  In 2010, Valeria Vallarta organized an important physical meeting in Mexico, the Grey Area symposium, which was connected with Otro Desenho – the Foundation for Cultural Cooperation. It was the first international meeting of contemporary jewelry makers in Latin America and brought together every Latin American country as well as many Europeans from Portugal and Spain. PIN and Portuguese schools were invited.  

To return to our starting point, all these social actors contribute to the interweaving of a global network where English is the main language of communication, although other languages are also used.  History is under construction.  It is being shaped through personal stories and human relations that intersect by means of physical and virtual rituals, as well as through academic research, books and magazine publications, and by digital means, including the digital networks already cited as examples.

We are surprised by the great number of jewelry makers, a fact that draws to our attention the existence of a transnational group identity.  They communicate in a common language that leads to the creation of singularly unique pieces, each of which, wearable or not, offers us an interpretative dialogue with their creators and their work.  When titles are provided, they help us interpret what the contents – or materials – of each piece wish to tell us.

Although anyone familiar with contemporary jewelry is aware of a common language, there is still a great deal of variety.  There are few authorial references.  As in all art, everyone who has yet to see this kind of jewelry will certainly be initially surprised, until they try to decipher and understand what each piece expresses by means of forms and materials, which may sometimes relate to their place of origin.

This exhibition is part of the Lisbon, Ibero-American Capital of Culture 2017 event. It seeks not only to achieve PIN’s aim of reaching a wide audience, but will also undoubtedly open doors and attract a new public to SNBA.  It provides this cultural event with an excellent opportunity to include in its programming a deeply-rooted discipline that also paradoxically uses a contemporary perspective as a means of visual and reflective expression.
 
PIN will give the public its own voice at the exhibition by inviting each visitor to participate democratically and to ponder over the origin and identity of each jewelry maker.  Where do they come from? Who are they?  How do they engage with this global world where a core group of jewelry designers work through an international network? PIN has knowingly taken a risk and gambled on the capacity of participants to enter into a dialogue with the pieces and pass on their ideas without almost any direct reference to the local identities of the works

Ana Campos
May, 2017

Twenty-three

Twenty-three is the number of cities that belong to the UCCI - Union of Ibero-American Capital Cities. For this exhibition, Fernando Brizio has created a design for the grand reception room at Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA) that serves as a metaphor for the geographical meridians that comprise Ibero-America, suggesting both the presence and the absence of the artists that represent them. The absence we observe along certain longitudes leaves us in a state of suspense.  It is a non-place of greeting that awaits the arrival at any moment of a longed-for guest.

They are places and non-places in transit, as are all these works, which have travelled here from some of these 23 countries.  The artists invited were suggested by an advisory committee made up of a range of specialists and selected according to both their differences and their affinities.  We wanted a blend of artists. Some with working lives rooted in their homeland and others that have moved from place to place, many of whom no longer live in their country of birth. The selection, which was open-ended and could have included many other works, was dependent on numerous factors. The exhibition structure itself had to overcome obstacles and make alterations. The exhibits that the PIN-Associação Portuguesa de Joalharia Contemporânea, executive committee managed to bring together and present as Ibero-American contemporary jewelry is what brings us here now.

The aim of the exhibition is to rouse the curiosity of visitors and encourage them to try and find out who is who by inviting them to play a game without a safety net -  just like the acetate strips where the pieces of jewelry hang and are conveyed to undiscovered places  - in order to discover if their creators really belong to any particular place. The question is: what were the points of departure of the group of people we have brought together at each suspended place? And after the public have placed their bets on the provenance of the works, what kind of dialogue can be established so that each piece reveals its identity and/or evokes its place of origin?

Perhaps they don’t.  Perhaps nothing means anything to us. It may all just be a jumble of feelings, dreams and impressions: everything could be everything else.  But the intrinsic subjectivity of betting on a hunch intrigues us.  To understand the extent to which the identity of a piece of jewelry, in terms of the culture and the era that produced it, is a valid concern - this was the motivation that led us to create this extraordinary landscape, in keeping with our doubts, anxieties and hindrances, with what we abandon and what we despair over.  We simply journeyed onward aboard this transparent spaceship that takes us, along with the jewelry, on a journey to everywhere and nowhere.

What are these places? Do we know Ibero-America at all well? Will each of these pieces help us think about it any better?  Details.  Yes, the secret is in the detail. And what about the human body?  Perhaps it is by means of a three-sided exchange between the greatness of the exhibition space, a breathing landscape and the minutiae of each culture that the body finds its place.

Finally, flags and the number 23 in superimposed lettering highlight the similarities and differences between each unit: the identity of each country.  Five hundred people will be invited to interact with the space and discover the country of origin of the twenty-three marked-out areas.  We will place besides each area representing a country the 500 reasoned guesses arranged in a row and find out what each visitor thought about the places they selected, what impression those places made on them, what kind of dialogue emerged and what was communicated.  It may all end in total failure, or in a realization that, in fact, a credible reflection on contemporary jewelry in Ibero-America is possible.

We would like to thank: the artists who believed in this project and invested in it by sending us their pieces, some of whom worked specifically for this exhibition, but all of whom shared their experiences and took a risk; the advisory committee, who, with their experience and generosity, helped weave this dense and complex net, creating synergies and dialogues; Fernando Brizio, who listened, understood and constructed this floating vessel, equipped to brave a turbulent journey; Arne Kaiser, who patiently and skillfully assisted us and created the graphics for this exhibition; SNBA for their confidence in our work and for granting us permission for a second time to use their venue; the Câmara Municipal de Lisboa (Lisbon City Council) for encouraging PIN and allowing us to embark on this great transatlantic journey, thereby opening a ‘breach’ that affords a glimpse of what this exhibition offers. We will continue.

Cristina Filipe
June 2017

PIN "23"
© Eduardo Sousa Ribeiro

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pin@pin.pt

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